A Graphic MSP é a linha de romances gráficos em que quadrinistas brasileiros recontam personagens de Mauricio de Sousa com o próprio estilo, publicada pela Panini desde 2012. O projeto foi idealizado pelo editor Sidney Gusman, a partir da série MSP 50, e ganhou o Troféu HQ Mix de 2013 como projeto editorial (fonte). Cada álbum é uma história fechada, então dá para começar por qualquer um.
Se você só conhece Laços, Astronauta: Magnetar e Jeremias: Pele, que já estão na nossa lista de quadrinhos nacionais para ler, este guia é o próximo passo: oito álbuns, em ordem de publicação, com a sinopse sem spoilers e para quem cada um funciona.
1. Chico Bento: Pavor Espaciar (2013)

De: Gustavo Duarte. Uma noite tranquila na Vila Abobrinha vira pesadelo quando Chico Bento, Zé Lelé, o porco Torresmo e a galinha Giserda são abduzidos por alienígenas com planos sinistros (fonte). É ficção científica de disco voador com sotaque caipira.
Para quem: quem quer rir e ler em meia hora. Ótimo para dividir com criança.
2. Piteco: Ingá (2013)

De: Shiko. O rio da aldeia de Lem secou e o povo precisa migrar, mas Piteco fica para resgatar Thuga, raptada pela tribo dos homens-tigre. O paraibano Shiko mistura o homem das cavernas de Mauricio com a própria origem nordestina (fonte).
Para quem: fãs de aventura e de traço pesado, quase de pintura.
3. Bidu: Caminhos (2014)

De: Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho. Reimagina como Bidu e Franjinha, os dois primeiros personagens criados por Mauricio de Sousa, viraram melhores amigos. Tem chuva, surra, desvio de rota e muita ternura. Continua em Bidu: Juntos (2016).
Para quem: quem tem ou já teve cachorro. Leve lenço.
4. Penadinho: Vida (2015)

De: Paulo Crumbim e Cristina Eiko. A Alminha vai reencarnar, e Penadinho nunca teve coragem de dizer que ela é o amor da sua… morte. Pior: a fantasminha sumiu e precisa ser encontrada antes do amanhecer. Continua em Penadinho: Lar (2020).
Para quem: quem gosta de comédia romântica com um pé no sobrenatural.
5. Louco: Fuga (2015)

De: Rogério Coelho. Licurgo Orival Umbelino Cafiaspirino de Oliveira, o Louco, foge dos guardiões do silêncio enquanto atravessa histórias para libertar um pássaro. Ou não? É o álbum mais experimental da lista, com páginas que parecem pinturas.
Para quem: quem gosta de HQ que brinca com a própria linguagem.
6. Papa-Capim: Noite Branca (2016)

De: Marcela Godoy (roteiro) e Renato Guedes (arte). Uma ameaça sobrenatural ronda a aldeia de Papa-Capim, e o garoto precisa detê-la e ainda convencer o pajé de que foi o escolhido. É o mais próximo de terror que a Graphic MSP chegou nos primeiros anos.
Para quem: quem curte suspense e mitologia.
7. Mônica: Força (2016)

De: Bianca Pinheiro. A Mônica sempre resolve tudo na força, mas desta vez enfrenta um problema que não se resolve com coelhada. A sinopse oficial chama a história de “tão dolorida quanto emocionante”, e é. Abre uma trilogia, seguida por Tesouros (2019) e Coragem (2023).
Para quem: quem cresceu com a Mônica e quer vê-la de um jeito que o gibi mensal nunca mostrou.
8. Tina: Respeito (2019)

De: Fefê Torquato. Recém-formada em jornalismo, Tina realiza o sonho de trabalhar numa redação, mas o maior desafio não é profissional: é o assédio (fonte). O tema é tratado sem rodeios, o que torna o álbum ótimo para conversar depois da leitura.
Para quem: leitores adolescentes e adultos.
Em que ordem ler?
Não há ordem obrigatória: cada álbum é independente, e as continuações (Bidu, Penadinho, Mônica, Astronauta, Piteco) trazem o nome do personagem na capa. Uma sugestão de “maratona” com variedade: Pavor Espaciar para rir, Caminhos para emocionar, Noite Branca para o suspense e Respeito para pensar.






