The Legend of Zelda: Ocarina of Time vai voltar em 5 de novembro de 2026, refeito do zero e só para o Nintendo Switch 2. O clássico de 1998 ganhou pulo, corrida, câmera livre, cenas dubladas e até uma ocarina de verdade que o console escuta. Separamos as dez maiores novidades já confirmadas pela Nintendo e, no fim, o que ainda é mistério (e por isso fica no campo do “e se”).

1. Data marcada: 5 de novembro, só no Switch 2
O remake foi anunciado no Nintendo Direct de 9 de junho de 2026 como um jogo “renascido exclusivamente para o Nintendo Switch 2”. A data veio no Direct dos 40 anos de Zelda, em 8 de setembro, apresentado pelo produtor da série, Eiji Aonuma (Game Informer). Não há versão para o primeiro Switch. Curiosidade de calendário: o lançamento cai duas semanas antes de GTA 6, marcado para 19 de novembro.
2. Hyrule refeita do zero

A Nintendo diz que o jogo foi construído “do zero”, com o visual totalmente reformulado (página oficial da Nintendo). Na demonstração, Aonuma explicou que a ideia é um visual que desperte a nostalgia do original, e o resultado mistura cenários quase realistas com personagens de traço estilizado (Polygon). A Floresta Kokiri, a Árvore Deku, o Campo de Hyrule e a Cidade do Castelo já apareceram.
3. Link agora pula quando você quer (e corre)

No Nintendo 64, Link saltava sozinho ao chegar na beira de uma plataforma. No remake existe botão de pulo, um movimento de corrida para atravessar o Campo de Hyrule mais rápido e um nado mais veloz. A Nintendo descreve os controles como “aprimorados”.
4. Câmera moderna, controlada por você
A câmera fixa atrás de Link, que precisava ser recentralizada o tempo todo, deu lugar a uma câmera livre, no padrão dos jogos atuais. É o tipo de mudança que parece pequena no papel, mas muda a forma de explorar templos e lutar contra inimigos como os Stalfos.
5. Cenas dubladas, mais diálogos e trilha orquestrada
As cenas de história agora são dubladas, os diálogos foram ampliados e a trilha ganhou arranjos sinfônicos. Nas conversas do dia a dia, porém, a demonstração mostrou personagens sem voz completa: a Saria só diz um “Hi!” ao cumprimentar Link (Game Informer).
6. A ocarina de verdade: o Switch 2 escuta você tocar

As músicas continuam no controle, como no original, mas o microfone do Switch 2 também reconhece as notas tocadas numa ocarina real, e dá até para cantarolar. Na apresentação, Aonuma chamou a égua Epona tocando a Canção de Epona. A Nintendo também anunciou uma ocarina física que toca as músicas do jogo.
7. ZELDA NOTES vira caderno de músicas no celular
O app ZELDA NOTES, dentro do aplicativo Nintendo Switch, se conecta ao remake. Jogando, você junta pontos para liberar músicas no app, que podem ser tocadas no próprio celular ou aprendidas numa ocarina real. Também dá para compor melodias e compartilhá-las por QR code. Quem apresentou a função foi Hidemaro Fujibayashi, diretor de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom.
8. amiibo com máscaras retrô
Segundo a página oficial da Nintendo, qualquer amiibo da série Zelda libera extras no jogo. Dois amiibo novos, de Link criança e Zelda criança, previstos para 2027, liberam máscaras com visual inspirado no original.
9. Em português do Brasil, por R$ 329,90 no digital
A página oficial lista o português do Brasil entre os idiomas do jogo, que ocupa 27 GB. Na eShop brasileira, a versão digital está em pré-venda por R$ 329,90 (Adrenaline). A mídia física tem preço sugerido de cerca de R$ 439 no varejo, e a primeira leva, com capa de acabamento especial, esgotou em minutos (Tecnoblog). Nos Estados Unidos, o digital custa US$ 59,99.
10. Um Switch 2 de Zelda chega uma semana antes
Em 29 de outubro sai o Nintendo Switch 2 – The Legend of Zelda – 40th Anniversary Edition, com a Triforça na traseira do console, na base e nos Joy-Con 2. O console não vem com jogo (comunicado da Nintendo). Um Pro Controller com o mesmo tema sai no mesmo dia (Nintendo Life).

Curiosidade: não é a primeira volta de Ocarina of Time
O original saiu em novembro de 1998 no Nintendo 64 e, em 2011, ganhou uma versão para o Nintendo 3DS, a Ocarina of Time 3D, feita pelo estúdio Grezzo. A diferença agora é a escala: em vez de um retoque, a Nintendo fala em reconstruir o jogo inteiro. Se você gosta dessas histórias de bastidores, veja também os personagens de games que quase foram completamente diferentes e os bugs que viraram lenda.
O que ainda é mistério (e os nossos “e se”)

Daqui para baixo, nada é confirmado. São perguntas em aberto e hipóteses nossas, para ler como teoria.
- Quem está desenvolvendo? A Nintendo não creditou um estúdio: a loja oficial lista só a própria Nintendo como editora. O nome da Grezzo circula entre fãs por causa da versão de 3DS, mas é palpite, não anúncio (Console Pulse).
- E se a Master Quest voltar? A versão com masmorras remixadas apareceu no GameCube e no 3DS, mas não foi citada para o Switch 2. Seria um bônus natural, e por enquanto é só torcida.
- E se o Templo da Água ficar menos cruel? Com pulo, câmera livre e corrida, é fácil imaginar labirintos repensados. A Nintendo mostrou o começo do jogo, então ninguém sabe ainda o quanto as masmorras mudaram.
- E se os chefes ganharem novas fases? O Rei Dodongo já apareceu bem maior e mais detalhado, mas as imagens não mostram se a luta segue o mesmo roteiro de 1998.
Enquanto novembro não chega, dá para treinar a memória de outro clássico da Nintendo no quiz de Pokémon da primeira geração, relembrar as lendas de Pokémon Red e Blue ou voltar no tempo com os jogos de Super Nintendo que todo mundo alugava. E se você pudesse tocar só uma música da ocarina na vida real, qual seria?






