O filme de Street Fighter estreia nos cinemas brasileiros em 15 de outubro de 2026, com sessões pagas de pré-estreia no dia 14. A pré-venda de ingressos começou em 1º de outubro, segundo o Estado de Minas. A direção é de Kitao Sakurai, e a produção junta Paramount Pictures, Legendary Pictures e a própria Capcom.
Para quem passou a infância numa fila de fliperama, com a ficha na mão e o coração na boca esperando a vez de jogar contra o “dono” do Street Fighter II da padaria, essa estreia é quase pessoal. A dúvida é a mesma de sempre: dessa vez vão acertar?
Do que trata o filme
A história se passa em 1993, auge da febre de Street Fighter II. Ryu e Ken Masters voltam a lutar quando a misteriosa Chun-Li os recruta para o World Warrior Tournament, o torneio mundial de lutadores. Por trás do campeonato existe uma conspiração mortal, que coloca os protagonistas uns contra os outros e os obriga a encarar demônios do passado. A promessa é levar Hadoukens e golpes clássicos dos games para a tela grande.
Ambientar o filme em 1993 é uma escolha esperta. É o ano em que Street Fighter II já tinha virado fenômeno mundial, com versões em arcade, Super Nintendo e Mega Drive, e em que cada criança tinha uma teoria sobre como soltar o Shoryuken “de verdade”.
O elenco, lutador por lutador
A lista de nomes mistura atores, astros de luta-livre e até um rapper:
- Andrew Koji é Ryu
- Noah Centineo é Ken Masters
- Callina Liang é Chun-Li
- Joe “Roman Reigns” Anoai é Akuma
- David Dastmalchian é M. Bison
- Cody Rhodes é Guile
- Andrew Schulz é Dan Hibiki
- Vidyut Jammwal é Dhalsim
- Eric André é Don Sauvage
- Curtis “50 Cent” Jackson é Balrog
- Jason Momoa é Blanka
O Blanka brasileiro
O nome que mais chama atenção por aqui é o de Jason Momoa como Blanka, o lutador brasileiro da série: aquele monstro verde que solta choque elétrico e foi criado na selva amazônica. Muita gente da geração do fliperama aprendeu que o Brasil existia no mapa dos games por causa dele, e a escalação de um astro do tamanho de Momoa mostra que o personagem não vai ser só uma ponta.
Lutadores de verdade no ringue
Roman Reigns e Cody Rhodes são dois dos maiores nomes da luta-livre americana atual. Colocar um como Akuma, o lutador mais temido da série, e o outro como Guile, o militar do golpe Sonic Boom, é aposta de presença física. Em filme de luta, isso conta muito.
O peso dos filmes anteriores
Não dá para falar de Street Fighter no cinema sem lembrar da tentativa de 1994, com Jean-Claude Van Damme como Guile e Raul Julia como M. Bison. O filme virou piada entre os fãs por mudar quase tudo dos jogos, mas a atuação exagerada e deliciosa de Raul Julia como Bison acabou ganhando status de cult. Em 2009 veio Street Fighter: A Lenda de Chun-Li, que praticamente ninguém lembra, e talvez seja melhor assim.
Curiosamente, a adaptação mais amada pelos fãs naquela época não foi com atores: foi o longa animado japonês Street Fighter II: The Animated Movie, também de 1994. Muita gente assistiu em fita alugada na locadora e lembra até hoje da luta de Chun-Li com Vega no apartamento dela. Era a prova de que dava, sim, para levar o jogo a sério na tela.
Ou seja, a régua está baixa e a expectativa está alta, uma combinação perigosa. A diferença agora é que a Capcom está na produção, o que em teoria dá mais controle sobre o que é sagrado para os fãs.
Opinião: o que precisa dar certo
Aqui é o nosso palpite de fã, não informação de bastidor. Para o filme funcionar, três coisas são essenciais:
- Respeitar os golpes. O Hadouken tem que parecer o Hadouken. Não precisa ser idêntico ao jogo, mas tem que dar arrepio.
- Levar a sério sem se levar a sério demais. Street Fighter é colorido e exagerado. Um filme sombrio e “realista” demais perderia a graça.
- Dar espaço para a Chun-Li. Ela é a primeira grande lutadora dos games de luta, e o filme a coloca como quem puxa a história. Ótimo sinal.
Como garantir o ingresso
A pré-venda já está aberta nas plataformas de venda de ingressos e nos sites das redes de cinema. As pré-estreias de 14 de outubro são pagas, e os horários variam de cidade para cidade. Vale reservar cedo se você quer ver em sala grande com a turma do fliperama.
Perguntas rápidas
Quando o filme estreia no Brasil?
Em 15 de outubro de 2026, com sessões de pré-estreia pagas no dia 14.
Quem dirige?
Kitao Sakurai. A produção é da Paramount Pictures e da Legendary Pictures, em parceria com a Capcom.
Em que época a história se passa?
Em 1993. Ryu e Ken são recrutados por Chun-Li para o World Warrior Tournament, que esconde uma conspiração.
Precisa ter jogado para entender?
Pela sinopse, não: a história apresenta os lutadores do zero. Mas quem jogou vai pegar muito mais referência, do golpe certo até a pose de vitória.
Para entrar no clima
Antes da sessão, dá para relembrar como Street Fighter II mudou os games por causa de um “defeito”. Contamos essa história no nosso post sobre bugs que viraram lenda nos games. E se a sua memória de fliperama vem junto com a da locadora, confira os jogos de Super Nintendo que todo mundo alugava.
Fontes: Estado de Minas (01/10/2026).






