Nada mexe mais com os fãs do que ver um herói atravessar a linha. Às vezes é luto, às vezes é poder demais, às vezes é manipulação de um vilão, e às vezes a editora só queria vender revista. Nesta lista, cada queda vem com o porquê e com a resposta para a pergunta que todo leitor faz: foi desfeito depois?
1. Hal Jordan vira Parallax (1994)

O que levou: luto. A cidade natal de Hal, Coast City, é destruída com milhões de pessoas. Em “Crepúsculo Esmeralda” (Green Lantern #48 a #50), ele tenta usar o anel para trazê-la de volta, enfrenta a Tropa dos Lanternas Verdes e vira o vilão Parallax.
Foi desfeito? Sim. Em Lanterna Verde: Renascimento (2004–2005), Geoff Johns revelou que Parallax era uma entidade do medo que tinha possuído Hal.
2. Jean Grey vira a Fênix Negra (1980)

O que levou: poder demais. Na Saga da Fênix Negra (X-Men #129 a #138), Jean é corrompida pela Força Fênix e, em X-Men #135, consome uma estrela, matando os bilhões de habitantes de um planeta. A saga terminou com o sacrifício dela.
Foi desfeito? Em parte. Em 1986, a Marvel revelou que quem virou a Fênix Negra foi uma cópia criada pela Força Fênix, e Jean voltou viva.
3. Harvey Dent vira Duas-Caras (1942)

O que levou: trauma. O promotor aliado de Batman tem metade do rosto desfigurada por ácido e passa a decidir tudo no cara ou coroa. Estreou em Detective Comics #66, em 1942, ainda com o nome Harvey Kent.
Foi desfeito? Várias vezes, por pouco tempo. É a tragédia que a DC adora revisitar.
4. Jason Todd vira o Capuz Vermelho (2005)

O que levou: ressentimento. O segundo Robin morreu em 1988, depois de uma votação por telefone dos leitores (contamos tudo em Morte em Família). Em “Sob o Capuz” (Batman #635 a #650), ele volta como um justiceiro que mata criminosos e culpa Batman por não ter vingado sua morte.
Foi desfeito? Não totalmente. Hoje Jason vive entre anti-herói e aliado relutante da Bat-família.
5. Wanda Maximoff e o “Chega de mutantes” (2005)

O que levou: luto e colapso. Em Dinastia M (House of M), de Brian Michael Bendis e Olivier Coipel, a Feiticeira Escarlate reescreve a realidade e, no fim, com três palavras, tira os poderes da maioria dos mutantes do planeta.
Foi desfeito? Demorou anos. A Marvel só reverteu de vez o estrago nas sagas seguintes dos X-Men, e Wanda passou muito tempo carregando a culpa.
6. Superman vira ditador em Injustice (2013)

O que levou: manipulação. No jogo Injustice: Gods Among Us, da NetherRealm, o Coringa engana Superman para que ele mate Lois Lane e destrói Metrópolis. Superman mata o Coringa e decide impor a paz à força, virando um tirano.
Foi desfeito? É uma realidade alternativa, então o Superman “oficial” segue herói. Mas a HQ derivada, de Tom Taylor, virou uma das mais elogiadas da DC na década.
7. Steve Rogers diz “Hail Hydra” (2016)

O que levou: a realidade reescrita. Na última página de Captain America: Steve Rogers #1 (2016), o Capitão revela ser agente da Hydra. A explicação: Kobik, um Cubo Cósmico com consciência de criança, alterou a história dele. Tudo culminou em Império Secreto (2017).
Foi desfeito? Sim. O Steve verdadeiro voltou no fim de Império Secreto, mas a cena da revelação continua uma das mais polêmicas da Marvel.
Qual queda foi a mais bem feita?
Na nossa opinião, a Fênix Negra: é a única em que a queda nasce da própria personagem e do poder que ela não consegue controlar, e o final ainda dói mais de 40 anos depois. Parallax vem logo atrás, porque o luto de Hal é compreensível até para quem detesta o que ele fez.
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